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Quando fazer uma progressiva?

Muitas vezes me encontro pensando em como as pessoas avaliam se é hora de fazer uma progressiva ou não…

Sempre que alguem faz uma progressiva, tem por objetivo deixar o cabelo o mais liso e com minimo de volume possivel (isso em cerca de 90% dos clientes que fazem progressiva, alisamentos e outros tipos de texturização).

Uma grande parte de nossos clientes, querem ter praticidade, ou seja não se preocupar em secar o cabelo sempre, nem se incomodar com volume desnecessário no cabelo. Mas quem realmente precisa fazer algum tipo de processo de mudança de textura?

Será que você realmente precisa fazer uma progressiva ou você apenas esta embarcando nas conversas de algum cabeleireiro?

É muito dificil definir o momento, mas tenha sempre em mente que é melhor esperar e tomar a decisão de uma forma centrada do que fazer algo que na maioria dos casos não tem retorno.

Quando você faz qualquer mudança no seu cabelo é importante saber que mudanças de cor e textura, normalmente não tem um retorno a condição anterior. Mesmo um shampoo tonalizante não sai do cabelo tão rapido assim, imagine um alisamento ou uma progressiva.

A diferença entre progressivas e processos quimicos a base de tioglicolato,amonia,sodio ou guanidina é que na progressiva a quimica envolve o cabelo e atua basicamente nas cuticulas do cabelo e nos outros processos a quimica penetra no fio e faz modificações ali dentro. Numa progressiva o tempo para o cabelo voltar a condição anterior é no minimo de seis meses (o que não significa que a progressiva irá durar isso, mas sim que ela só sairá do seu cabelo, quase totalmente em seis meses) e em outros processos quimicos isso pode se estender até dois anos…

Por isso faço a pergunta:
Oque te motiva a querer seus cabelos lisos?
Só uma moda?
Praticidade?
Não sabe definir?

Pense bem antes de embarcar em algo, que talvez demore um pouco mais para sair do que você pensa.


Risco de alisantes clandestinos à saúde

Não perca sua cabeça…

Aos desavisados freqüentadores de salões de beleza, o que pode parecer uma solução milagrosa para pôr fim aos cabelos crespos, para a saúde é uma grande ameaça. Em relação às denúncias envolvendo os riscos de alisantes clandestinos, produzidos a partir de concentrações elevadas de formol, principalmente no Rio de Janeiro, a Anvisa alerta sobre a necessidade de o consumidor tomar alguns cuidados básicos na escolha e uso desses produtos, considerados de risco potencial, por conter substâncias tóxicas que exigem controle rigoroso.

Telma Piacesi, técnica da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, a partir das amostras recolhidas e analisadas, atestou que os alisantes são mesmo caseiros, não sendo fabricados por nenhum laboratório. “Confirmamos que nos próprios salões as pessoas estavam misturando formol, queratina e cremes e aplicando nas clientes”, afirma.

Em primeiro lugar, o usuário deve verificar se o produto é registrado na Anvisa/Ministério da Saúde, como determina a Lei 6.360/76. Para a obtenção do registro, o responsável deve apresentar à Anvisa uma série de documentos e informações técnicas referentes à composição, para assegurar a segurança e a eficácia, segundo a finalidade pretendida. As informações são então analisadas pela Gerência-Geral de Cosméticos da Anvisa, com base em regulamentação específica. Outro ponto importante diz respeito à formulação do produto, que somente será registrado caso atenda às exigências estabelecidas na legislação sanitária, sendo que o seu uso correto, em geral, não implica em danos para a saúde.

A gerente-geral de Cosméticos da Anvisa, Josineire Sallum, esclarece: “quando o produto não está registrado, sua composição não foi avaliada e o produto pode conter substâncias proibidas ou de uso restrito, em condições e concentrações inadequadas ou não permitidas acarretando riscos à saúde da população. Nesse caso, o consumidor não deve utilizar o produto e deve acionar o órgão de Vigilância Sanitária de sua cidade”.

Quanto à incidência da substância formaldeído em cosméticos, a legislação permite sua utilização apenas como conservante ou endurecedor de unhas e proteção de cutículas, em condições específicas a partir de concentrações baixíssimas e contendo as devidas advertências na rotulagem nos produtos.

A utilização indevida do formol na composição de alisantes, conforme foi detectado pela Vigilância Municipal do Rio de Janeiro nas fórmulas apreendidas e segundo a literatura técnico-científica atual, representa sérios riscos. Os vapores dessa substância são altamente agressivos às mucosas, olhos e aparelho respiratório, podendo provocar asma. Além de irritação e dermatites, o uso tópico – em soluções concentradas – causa branqueamento e endurecimento da pele, originando reações de sensibilização, aumento de rigidez e perda de sensibilidade no local exposto ao contato da fórmula clandestina.

A utilização de formol em alisamentos capilares é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em contato com o couro cabeludo, essa substância pode causar uma série de danos à saúde, como irritação da pele, queimaduras e intoxicação. No entanto, alguns salões de beleza do país têm utilizado ilegalmente o produto, expondo o consumidor a inúmeros riscos.

Fonte: Anvisa